sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CASSANDRA’S DREAM

Postado originalmente em 01/02/2009

crimes e castigos de woody allen
crimes e castigos de woody allen

Gosto dessa onda Crime e Castigo do Woody Allen. São filmes sérios. Sobre medo, ganância e assassinato.

Dois irmãos aceitam entrar num esquema para tentar uma grana alta que vai resolver seus problemas e de um tio rico, porém encrencado.
A ambição e a culpa empurra os dois para um poço de pesadelo sem fim.

E ver Ewan McGreggor e Colin Farrell é sempre bom.


HELLBOY 2: THE GOLDEN ARMY

Postado originalmente em 01/02/2009

vermelho e bizarro como nunca
vermelho e bizarro como nunca

O diabão vermelho voltou. Que bom! Não consegui ver no cinema, porque saiu de cartaz em 2 semanas (!). Mais uma vítima da enxurrada de filmes de ficção fantástica de 2008.

Ele voltou e com a acidez e esquisitice de sempre. Aliás esse Ron Perlman, que faz o Hellboy, é um dos exemplos mais incríveis de ator perfeito para o personagem. Lembra dele na Guerra do Fogo e em O Nome da Rosa? Ele podia gritar feito o Beowulf e o rei Leônidas: "I Am Hellboy!"

A trama tem uma coisa meio role playing game. Segredos que vão despertar um exército dourado do passado. Traquitanas e armadilhas complicadas.

Aquela cena do bebê-tumor é sensacional. Esse Guillermo Del Toro é totalmente pancada.

Tem sempre gosmas, maquiagens bizarras e tramas malucas. E eu gosto pra caramba.

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA - PRÍNCIPE CASPIAN

Postado originalmente em 01/02/2009

Eu gostei mais do outro. Aquele do guada-roupa, feiticeira, blablabla. Acho que pela fofice comovente da Lucy, que nesse outro filme está mais crescidinha. E por resgatar uma lembrança muito frágil da infância. Vi alguma versão para TV, talvez a da BBC ou algum desenho animado que passou na Globo ou SBT. Só me veio esse estalo na cena do Leão sacrificado na mesa de pedra. E depois, quando os quatro irmãos estão crescidos e reencontram o caminho do guardaroupa.

E principe Caspian é a cara do rodrigo santoro
E príncipe Caspian é a cara do rodrigo santoro

Eram alguns detalhes que compensavam a coisa bastante açucarada do primeiro filme. Esse novo é mais sombrio, triste e violento. Mas tudo isso não ajudou a fazer uma sequência melhor para a série. Não que seja de todo ruim. Diverte num sábado à tarde. Por outro lado, 2008 teve muitos filmes de fantasia e aventura concorrendo. O suficiente para embolar uma história na outra e um filme obscurecer o outro.

Agora, um pouco depois de ver o filme, li o Coisas Frágeis, do Neil Gaiman, que dedicou um conto ao exorcismo de um problema que ele sempre teve com As Crônicas de Nárnia. É uma questão difícil, porque, não querendo desmercer o valor literário da obra de C. S. Lewis, até porque nunca li, fazer alegorias religiosas em histórias de fantasia pode ser um tiro no pé. Tem metáforas óbvias do cristianismo, como o Leão que se sacrifica e ressussita, sendo testemunhado por duas irmãs (Marta e Maria ou Susan e Lucy). Mas, sinceramente, não acho que isso tenha comprometido muito o filme.

Dizem que os colegas Lewis e Tolkien, ambos cristãos (o primeiro, anglicano e o outro católico), discordavam sobre envolver a religião em suas obras. Apesar de existirem autores que decifram signos cristãos em O Senhor dos Anéis, Tolkien parece evitar isso ao máximo. Acho que o único termo que remetia ao universo judaico-cristão-muçulmano ocorre em alguma passagem em que se refere a anjos. Mas pode ser viagem minha. E não sei se era em O Senhor dos Anéis ou noO Hobbit (ainda não li o Simarillion).

O que me incomoda é quando o autor usa esses conceitos e mata o efeito de transportar completamente o leitor para o outro universo. Com Tolkien, isso não acontece. E é um dos grandes méritos do SDA. No máximo, perturba um pouco a semelhança com textos do Antigo Testamento (fulano é filho de fulano que é filho de fulano X 1000). Mas até nisso ele se safa, porque as sagas escandinavas também usam esse recurso repetitivo, por ser uma tradição oral das histórias. E o fato dele manter o calendário da Terra Média com os meses de janeiro a dezembro também podia ser diferente. Podia ter inventado um calendário totalmente fictício e cortar mais ainda a conexão com o tempo presente. Mesmo assim, a Terra Média é um universo totalmente além da imaginação.

Mas o tal conto do Gaiman meio que tenta resgatar a personagem Susan de um karma triste e injusto. Papo de não ir pro céu porque pecou. Bom... eu tenho uma edição completa das Crônicas, que ainda não li, e emprestei para minha irmã adolescente. Ela destestou e me devolveu antes de terminar de ler. Estranhei porque ela pediu emprestado com tanta curiosidade e entusiasmo, mas se decepcionou totalmente. Falou que é muito cheio de conceitos cristãos, ao ponto de não ser divertido.

Li em algum lugar que a Disney abriu mão dos direitos da obra, porque o desempenho nas telas foi fraco. E parece que ninguém está interessado em dar sequência à série.

BEOWULF

Postado originalmente em 01/02/2009

Beowulf - lenda em 3D
Beowulf - lenda em 3D

Já faz um ano que esse entrou em cartaz nos cinemas daqui. Ontem estreou na HBO. Na época da estréia, eu estava um pouco desconfiada de um filme feito nessa técnica de computação gráfica modelada nos corpos dos atores, se posso definir assim. Mas, juntando a lenda, que é muito interessante, os atores e o Neil Gaiman (roteirista), não dava pra resistir.

E acabei achando muito acertada a opção por essa técnica. Podia ser mais um filme com fotografia estilizada, com efeito meio onírico, tipo O Senhor dos Anéis. Mas os realizadores escolheram dar um passo adiante nessa técnica de animação, e acabaram criando uma impressionante dramatização da lenda com tudo o que ela merece em termos de qualidade artística.

O filme é dirigido pelo Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro e Forrest Gump). O que para mim também era estranho. Mas depois lembrei que ele fez aquele Expresso Polar, que também emprega a mesma técnica. E já está preparando outro (A Christmas Carol) para o natal deste ano.

E o que essa técnica oferece de bom? Para começar, como se trata de um tema de fantasia de reis, heróis, dragões e tesouros, já permite uma viagem na empada sem limites para os realizadores. E podem se apoiar na expressão autêntica dos atores (Anthony Hopkins, Angelina Jolie, John Malkovich e outros) para garantir um tanto mais de realismo e emoção.

Beowulf cai no charme da sereia dragão angeli
Beowulf cai no charme da sereia dragão angeli

Lembro como fiquei impressionada com o primeiro Final Fantasy, em que tinha uma equipe gigante só para criar o movimento dos cabelos do personagens. Nesse filme, a técnica era de animação 3D pura, sem captar imagem de atores. E já representava um grande avanço nos movimentos, expressão facial, textura dos cabelos e pele.

Mas, voltando ao Beowulf, gosto demais da iara-dragão da Angelina Jolie. Adoro as canções obcenas que perturbam Grendel, o terrível monstro do ouvido absoluto, vivido por Crispin Glover, que também é impressionante. E o que dizer da mágica que transforma o Ray Winstone em Beowulf? A voz é perfeita para o guerreiro lendário. Mas o corpitcho, com certeza foi modelado em alguém tipo o Sean Bean em seus melhores anos... Acho que foi isso que fizeram, mas não contaram nada para o Ray. He-he-he-he!

KUNG FU PANDA

jack black é a voz do irado panda po
jack black é a voz do irado panda po

Agora vamos ao filme de animação mais divertido do ano. Infelizmente, só assisti em DVD. Mas vi duas vezes. O engraçadíssimo Jack Black faz a voz do Panda Po, que adora kung fu e faz macarrão no restaurante de seu pai (que é tipo um ganso, sei lá).

Po tem muita imaginação, mas não esperava se tornar mestre das artes marciais e entrar em combater ao lado de seus ídolos. Eles são uma tigresa (Angelina Jolie), um louva-deus, uma serpente (Lucy Liu), uma garça, um macaco (Jackie Chan) e o treinador de todos, mestre Sifu (Dustin Hoffman).

E eu adoro o ancião que é uma tartaruga chamado Oogway. Ele é super zen e é quem descobre que o Po seria o herói salvador da aldeia ameaçada por um leopardo ex-pupilo do mestre Sifu. As sequências sob o Pessegueiro Sagrado da Sabedoria Celestial são lindas.

mestre oogway e o pessegueiro sagrado
mestre oogway e o pessegueiro sagrado

Pô, só vendo...

E tem a música do Carl Douglas (acho que o Jack Black canta com ele no filme) Kung Fu Fighting. Um hit dos anos 70, quando os adolescentes cariocas ligavam para a Mundial AM tocar a música. É... houve um tempo pré-FM no rádio...

Oh-oh-oh-ohhhhhhhh (x4)

Everybody was Kung Fu fighting, those cats were fast as lightning

In fact it was a little bit frightening, but they fought with expert timing

There were funky China men from funky Chinatown

They were trapping bend up, they were trapping bend down

It's an ancient Chinese art, and everybody knew their part

For my friend, ain't you a stiff, then I'm kickin' from the hip

Everybody was Kung Fu fighting, those kids were fast as lightning

In fact it was a little bit frightening, but they fought with expert timing

There was funky Billy Jim and little Sammy John He said, here comes the big boss, let's get it on

He took the bow and made a stand, started swaying with the hand

A sudden motion made me stiff, now we're into a brandnew trip

Everybody was Kung Fu fighting, those kids were fast as lightning

In fact it was a little bit frightening, but they did it with expert timing

Everybody was Kung Fu fighting, those kids were fast as lightning

In fact it was a little bit frightening, make sure you have expert timing

Kung Fu fighting, had to be fast as lightning...

STAR WARS THE CLONE WARS

Postado originalmente em 17/01/2009

É bobinho e parece mais videogame do que animação. Mas é divertido esse Star Wars The Clone Wars. Soube que é um aperitivo da série de TV que será produzida para passar no Cartoon Network, então, não inspirava grandes pretenções cinematográficas.

mitologia segue em 3D
mitologia segue em 3D

Se passa na fase entre os episódios II e III, quando ocorrem as Guerras Clônicas. Essa fase tem sido explorada pelos filmes de animação, livros e histórias em quadrinho.

Foi divulgado depois do último filme (A Vingança dos Sith), que serão feitos vários desenhos em 3D para contar o que aconteceu entre os filmes. E, talvez, até o que acontece após episódio VI. Técnicas tipo a do Bewulf seriam utilizadas nos filmes e possivelmente em séries para TV.

Como boa fã original que assistiu na semana de estréia ao primeiro filme em 1977 no cine Leblon 1, mantenho a fé no universo Star Wars. Acho que houve grandes contribuições nos filmes da leva nova (episódios 1 a 3). O terceiro é o melhor deles (foi um presente do George Lucas para os fãs mais velhos... tipo eu... hehehe, que até chorei no final com o tema do Skywalker quando o Luke chega ainda bebê nos braços do Obi-Wan Kenobi e é entregue ao tio em Tantooine). Mas os filmes velhos continuam sendo os melhores. O primeiro filme, episódio 4 Star Wars - A New Hope, foi o divisor de águas na história do cinema e contaminou o imaginário de toda uma geração. Eu costumo dizer que sou o que sou por causa de coisas tipo Star Wars. O terceiro (O Retorno de Jedi) tem momentos fantásticos como o resgate do Han Solo nos domínios do Jabba The Hutt, a perseguição na floresta com aquelas motocicletas high tech, o duelo Vader-Luke-Imperador. Só é bobo e piegas no final, mas... tudo bem. Agora o melhor de todos os tempos até hoje é O Império Contra-Ataca. Não tem pra ninguém. O roteiro é redondo, sem pieguice, tem ação, beijo na boca e final aberto (que diabos acontecerá com Han Solo?), com requintes de novela da Janete Clair (Luke, eu sou seu pai!). Quem saiu do saudoso cine Rian, na avenida Atlântica, numa tarde de sábado de 1980, não acreditou no que viu. E esperou mais três anos para saber o que acontecia depois. É, meu jovem leitor... Não havia Internet nem nada que ajudasse a minimizar a angústia dos nerds daqueles tempos.

Que a força esteja sempre conosco. Mesmo em desenhos 3D na televisão.

ARQUIVO X 2

Postado originalmente em 17/01/2009

Vem baixando bastante o preço da caixa com todos os episódios de Arquivo X. Já está custando em média 500 pratas o big box com as 9 temporadas. Quem gosta e tem condições de arcar com uma mensalidade de R$ 41, já pode parcelar em 12 vezes. Enfim... é o preço de uma blusa. Mas é claro que, com paciência, dá pra baixar tudo via torrent. Também é uma opção.

eu prefiro não acreditar
eu prefiro não acreditar

Escrevo isso, porque estou aos poucos me animando a cometer esse "cartãodecreditocído". E porque quem gosta mesmo, tem mais é que rever e se agarrar aos bons momentos dos agentes Fox Mulder e Dana Scully.

O primeiro longa-metragem do Arquivo X é muito bom. Estreou quando a série estava em seus melhores momentos e o filme está a altura dos melhores episódios.

Quanto a esse Arquivo X 2... Com mil ETs verde-folha! Deviam chamar de The X-Files - I Don't Want to Belive. Se os atores, diretor e produtores gostam da série, porque trataram o filme desse jeito?

Me parecia coerente, num ano com tantas produções de ficção e fantasia, superheróis e tal, que resgatassem o Arquivo X. O Chris Carter parece até que tinha sido abduzido. Nunca mais fez nada. Então fiquei animada com todo o revival. E o filme vinha sendo promovido largamente na Internet muitos meses antes de chegar nas telas. Eu fiquei numa curiosidade de saber que destino o Carter tinha arrumado para a Scully e o Mulder, mas acabei preferindo não saber. Casal amargo e entediante. Os atores estão num clima tipo "eu não queria estar aqui fazendo isso." Até o chefe careca (Skinner) volta e parece envergonhado com tudo.

Como diz o subtítulo, o tema do filme não é sobre "A verdade está lá fora", mas sobre "Eu quero acreditar". Não é sobre ETs, mas sobre acreditar ou não no improvável e inesperado. É mais uma situação que confronta as convicções do Mulder e da Scully. Dilemas sobre paranormalidade e limites da ciência. É uma trama que cabe perfeitamente em um episódio qualquer da série. Mas apesar do mistério, do clima bizarro e sombrio que é bem do espírito Arquivo X, não houve esforço para criar uma desculpa realmente boa para trazer os personagens de volta. Às vezes até esqueço que vi o filme, ou confundo com algum episódio do Bones, CSI ou Eleventh Hour. Acabou resultando num dos episódios mais desprezíveis da série. Simplesmente porque foi feito com evidente desprezo.